A situação se complicada a cada teste, ou ao menos mantem a tensão no limite. O governo ditatorial Norte Coreano, isolado do mundo, tem uma carência enorme da China, único apoiador, principalmente no Conselho de Segurança, e não podem se dar ao luxo de perder esse apoio. Apesar de possuir uma tecnologia nuclear, a China é a única barreira que impede da Coréia do Sul, protegida dos norte americanos de atacar e dominar o país vizinho.

A Coreia do Sul apresentou nesta quinta-feira (14/02) um novo míssil de cruzeiro suficientemente preciso para atacar diretamente membros do comando militar norte-coreano. O anúncio é uma resposta ao terceiro teste nuclear realizado pelo país vizinho e rival, há dois dias. A ação militar do governo de Pyongyang gerou críticas por todo o mundo, uma condenação do Conselho de Segurança da ONU e o temor de uma corrida armamentista na região. As informações são da agência de notícias France Presse.

O ministério da Defesa sul-coreano apresentou à imprensa imagens do artefato que foi testado recentemente e que pode ser disparado a partir de um barco de guerra ou de um submarino. “O míssil de cruzeiro é uma arma guiada de alta precisão que pode identificar e atacar a janela do gabinete de comando do quartel-general do Norte”, indicou à imprensa Kim Min Seok, porta-voz do ministério.

Foto cedida pelas Forças Armadas sul-coreanas sobre o míssil de alta precisão

Seul havia anunciado na quarta-feira (13/02) que iria reforçar seu sistema de mísseis balísticos, dotando-os de um alcance suficiente para cobrir toda a Coreia do Norte.

Em outubro do ano passado, a Coreia do Sul fez um acordo com os Estados Unidos para quase triplicar o alcance de seus sistemas de mísseis, em resposta aos programas de mísseis e nuclear da Coreia do Norte.

Os Estados Unidos têm 28.500 homens mobilizados na Coreia do Sul, onde asseguram um “guarda-chuva” em caso de ataque nuclear. Em troca desta proteção, a Coreia do Sul aceita limitar seu sistema de mísseis.
Antes do acordo de outubro, a capacidade da Coreia do Sul estava limitada a mísseis de até 300 quilômetros de alcance.

Alguns especialistas consideram que inclusive dotará a Coreia do Sul da capacidade de lançar ataques preventivos contra instalações nucleares norte-coreanas.

Após o teste nuclear da Coreia do Norte realizado na terça-feira, o chefe da agência sul-coreana de inteligência advertiu que Pyongyang pode realizar outro teste nuclear ou lançar um novo foguete nos próximos dias ou semanas.

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