Seul recua e diz que não há evidência de novo teste atômico na Coreia do Norte

Agência Efe

Mesmo com o clima de tensão na península, sul-coreanos seguem fazendo manobras militares

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul descartou nesta segunda-feira (08/04) que o movimento de veículos e de pessoas detectado próximo da base nuclear de Punggye-ri, no nordeste da Coreia do Norte, signifique a realização de mais um teste atômico.

Segundo imagens recentes captadas por satélite, “os veículos e o funcionários próximos do túnel sul na base de Punggye-ri mostraram movimentos, mas estes são vistos como atividades normais”, esclareceu o porta-voz de Defesa sul-coreano, Kim Min-seok.

Na manhã de hoje, o jornal sul-coreano Joongang Daily, citando uma fonte não identificada do governo de Seul, disse que o movimento captado em Punggye-ri é idêntico ao realizado dias antes do teste nuclear de 12 de fevereiro.

Horas depois, o ministro da Unificação sul-coreano, Ryoo Kihl-jae, afirmou que é “muito provável” que a Coreia do Norte realize mais um teste nuclear e que “existem indícios” de que isso ocorrerá.

A Coreia do Norte realizou em 12 de fevereiro seu último teste nuclear, o terceiro e o mais potente após 2006 e 2009. Em represália, em março a ONU adotou novas sanções econômicas e comerciais contra o país.

Analistas consideram altamente provável que o país comunista realize um teste de mísseis e inclusive nuclear por volta de 15 de abril, dia em que o país celebra o aniversário do nascimento de seu fundador, Kim Il-sung.

Complexo industrial

A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira que vai retirar temporariamente todos os seus trabalhadores do complexo industrial de Kaesong após seis dias nos quais bloqueou o acesso de funcionários sul-coreanos a este conjunto de fábricas que fica em seu território e é o único projeto em vigor entre as duas Coreias.

O secretário-geral do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, Kim Yang-gon, anunciou a “suspensão temporária das operações do complexo” e acrescentou que o regime está considerando seu fechamento permanente, em declarações coletadas pela agência estatal KCNA.

Cerca de 54.000 empregados norte-coreanos fabricam produtos para 123 empresas da Coreia do Sul no complexo industrial de Kaesong, que representa uma importante contribuição de divisas ao regime de Kim Jong-un.

O representante norte-coreano, que hoje realizou uma visita inesperada ao complexo em plena crise política, acusou a Coreia do Sul de insultar a dignidade de sua nação e declarou o governo do país vizinho “completamente responsável” pelo que acontecer em Kaesong no futuro.

A contundente decisão de Pyongyang, que deverá ser confirmada nos próximos dias, aconteceu quando se completam seis dias desde que o regime de Kim Jong-un proibiu a entrada no complexo industrial de trabalhadores e veículos sul-coreanos, permitindo apenas as saídas.

Esta medida alterou as atividades normais de Kaesong, e até hoje 13 empresas tiveram que cessar sua produção devido à falta de provisões e outros problemas relacionados com o fechamento da passagem fronteiriça.

Fonte: Opera Mundi

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