“Parem imediatamente”, ordena primeiro-ministro turco após protestos crescerem no país

A crise na Turquia começou após o protesto de centenas de pessoas nesta semana contra o corte de 600 árvores no Parque Taksim Gezi  – importante marco da cidade de Istambul. Parte do local será demolido para a construção de estabelecimentos comerciais.

A manifestação ganhou adeptos e acabou ganhando proporção nacional: o que era um protesto ecológico tornou-se uma manifestação contra o governo conservador do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. “Demissão de todo o governo”, gritavam os turcos.

Neste sábado (01/06), a Praça Taksim foi tomada novamente, irritando o primeiro-ministro do país. A polícia precisou dispersar a manifestação com gás lacrimogêneo e jatos de água. Erdogan ordenou aos manifestantes que dispersassem “imediatamente”.

Agência Efe

Diversos atos de violência foram registrados no confronto entre manifestantes e policiais turcos

“Exijo aos manifestantes que parem imediatamente com os protestos para evitar problemas aos visitantes e aos comerciantes”, declarou, em tom ameaçador. Classificou os protestos em defesa do parque Gezi e contra o abate de árvores em Istambul como “ideológicos em vez de ambientais”, segundo o portal Hurriyet.

Segundo informações da Agência Efe, os protestos começaram há quatro dias como um camping para salvar o parque Gezi, mas já é tratado pela imprensa local como um conflito social após uma ação de despejo na madrugada de ontem (31/05) e, atualmente, aparece como um desafio político ao governo turco.
Agência Efe

Imagem do confronto entre manifestantes e policiais

“Unidos contra o fascismo”, “renúncia ao governo” e “Taksim está em todas as partes, a resistência também”, bradaram nesta manhã os manifestantes. Os protestos aconteceram tanto em zonas operárias do país e até em elegantes distritos da classe média-alta existiram.

Ontem (31/05), um tribunal administrativo ordenou a paralisação das obras, mas o conflito já se estende muito além do parque: “se trata da participação cidadã em uma democracia”, asseguram muitos manifestantes.

Fonte: Opéra Mundi

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