Após duas mortes, governo turco pede desculpas e promete se reunir com manifestantes

Duas pessoas morreram durante a onda de manifestações na Turquia contra a administração do premiê turco Recep Tayyp Erdogan.  Um rapaz de 22 anos foi baleado na cabeça, enquando outro jovem foi atropelado enquanto fugia da polícia.

Os fatos levaram o vice-primeiro-ministro, Bulent Arinc, a concordar nesta terça-feira (04/06) em ter uma reunião com os principais líderes da manifestação. O intuito é negociar um acordo de paz.

“Existe uma clara necessidade de comunicação para esclarecer essa (protestos) confusão na cabeça das pessoas. Seguindo essa linha, nós vamos nos reunir com associações e representantes daqueles que começaram os protestos. Queremos entender o ponto de vista deles”, afirmou em entrevista às emissoras britânicas.

Agência Efe

Manifestantes querem a saída do premiê Erdogan

Entre outras coisas, os manifestantes acusam o governo turco, sobretudo Erdogan, de autoritarismo e de sufocar a opinião a popular. Com o discurso desta manhã de Bulent Arinc, além de tentar frear a crise, o governo acena com a possibilidade de participação dos turcos na vida política do país – uma das principais reivindicações dos manifestantes.

Além das mortes, o confronto com a polícia resultou em 220 pessoas feridas entre a capital Ancara e a região metropolitana de Istambul. Segundo informações da imprensa europeia, existe ainda, uma manifestante baleada na cabeça que está com morte cerebral e o de uma mulher atingida por uma bomba de gás lacrimogêneo, que está em coma.

Uma das principais confederações sindicais turcas apelou também hoje (04) por uma greve geral no país para denunciar o “terror” do estado contra as pessoas que saíram à rua para protestar contra a política do primeiro-ministro Tayyip Erdogan. A Confederação de Sindicatos do Setor Público representa, segundo as agências de notícia internacional 240 mil filiados de 11 sindicatos.

Agência Efe

Duas pessoas morreram depois do confronto com a polícia; são 220 gravemente feridos

Os protestos começaram na sexta-feira (31/05) devido a um projeto de renovação da praça Taksim de Istambul, que envolvia o corte de centenas de árvores e a construção de um complexo imobiliário. Posteriormente, foram desencadeadas diversas reações contrárias ao governo. Desde então, milhares de pessoas já foram presas.

Fonte: Opera Mundi

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