Para vencer Dilma no Nordeste, Aécio começa campanha em Maceió

Fonte: Terra

Senador Aécio Neves

Os tucanos preparam uma chegada de rei ao senador Aécio Neves (PSDB/MG) para o dia 21- quando uma festa em Alagoas dá início à campanha do senador no Nordeste à presidência da República. O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB)- duas vezes ex-presidente nacional do partido- será o anfitrião. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “deve vir”, adiantou Vilela. “Não sei se José Serra virá”, afirmou.

O Nordeste ainda é a região de maior popularidade da presidente Dilma Rousseff. E Alagoas será o “start” dos tucanos porque o Bolsa Escola- programa social da era FHC- foi implantado na cidade de São José da Tapera, então o lugar mais pobre do Brasil na década de 90.

A tentativa de Vilela é testar a popularidade de Aécio e aproximar ainda mais o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), do ninho tucano. Um dia antes, Campos vai estar em Alagoas para filiar o deputado federal Alexandre Toledo (PSDB) e o estadual, Inácio Loyola (PSDB) ao PSB. O governador alagoano tenta agradar aos socialistas e aos tucanos:

“Minha opinião é que o Aécio e o Eduardo são dois ótimos candidatos à Presidência da República por isso devem se unir apenas no segundo turno” analisa. “Eles dizem que não abrem mão. Então, juntam-se os dois lá na frente”.

O governador de Alagoas quer disputar o Senado no próximo ano, mas pode desistir dos planos. Isso porque ele vai enfrentar o senador Fernando Collor (PTB/AL) e a vereadora Heloísa Helena (PSB), na campanha chamada do “tostão contra o milhão”.

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Cotado para ser candidato, Aécio Neves vem a Manaus em novembro

 

Fonte: D 24 am

Presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves participará de encontro com militantes da Região Norte em Manaus, em novembro

Manaus – O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, virá a Manaus no dia 8 de novembro para se reunir com os filiados da legenda no Amazonas. Ele é um dos cotados a candidato do partido à Presidência da República nas eleições de 2014.

A informação foi confirmada pelo secretário-geral do PSDB no Estado, Mário Barros, na tarde desta segunda-feira, após contato telefônico com a Executiva nacional da sigla. Segundo ele, a programação da visita será definida no final do mês de outubro.

“Oficialmente, ainda não ficou definido se ele (Aécio) gravará inserções partidárias ou algum outro vídeo. O que sabemos é que ele virá e que se reunirá com as lideranças locais do partido e de aliados”, disse.

Segundo Mário Barros, a programação da visita inclui uma reunião com o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), seguida de uma visita às principais áreas da cidade, além de uma reunião com os presidentes municipal e regional do PSDB, respectivamente, Danízio Elias e deputado estadual Arthur Bisneto.

O secretário geral da legenda informou que Aécio Neves deve ir a algum município próximo para mesclar a agenda com uma ida ao interior do Estado e participará de pelo menos dois eventos, sendo um interno, com os militantes do PSDB, e outro externo, com a participação de lideranças de siglas aliadas.

Durante entrevista no Senado, em 20 de agosto, Aécio Neves disse que o objetivo da sigla é buscar a construção de uma agenda regional que interligue o partido. O primeiro encontro será dia 13 deste mês, reunindo todo o Sul do Brasil. Em seguida, Aécio deve ir ao encontro no Nordeste, realizado em Maceió. Manaus sediará o encontro da região Norte e a maratona de eventos encerrará em Goiânia, na reunião com os Estados do Centro-Oeste.

“Esses serão momentos de reunião do partido com as principais figuras nacionais indo encontrar com as nossas lideranças locais. Com isso, vamos debater regionalmente e construindo nosso discurso”, disse.

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Assad adverte sobre risco de guerra regional em caso de ataque à Síria

O ditador sírio, Bashar al-Assad, advertiu contra o risco de uma guerra regional em caso de intervenção dos Estados Unidos e países aliados no país. A missão militar é defendida pelo presidente Barack Obama como uma retaliação ao suposto ataque químico, em 21 de agosto.

Caso aconteça, a intervenção será uma retaliação ao regime de Bashar al-Assad, a quem acusa de ter feito um ataque químico na periferia de Damasco, em 21 de agosto. Para os americanos, a ação deixou 1.429 mortos, sendo 426 crianças. Se confirmado, será o pior incidente com armas químicas em 25 anos.

Em entrevista ao jornal francês “Le Figaro”, publicada nesta segunda-feira, Assad afirmou que o Oriente Médio é um barril de pólvora e que o fogo se aproxima, em referência à expansão do conflito no país para outras áreas da região.

“O Oriente Médio é um barril de pólvora e o fogo se aproxima. O risco de uma guerra regional existe. Não temos que falar só da resposta síria, mas também o que poderia acontecer após o primeiro ataque. Ninguém sabe o que aconteceria. Todo mundo perderá o controle da situação quando o barril explodir”.

O mandatário voltou a desafiar os Estados Unidos, a França e outros países a apresentarem provas de que ele usou as armas químicas. “Desafiamos os Estados Unidos e a França a aparecer com um pedaço sequer de prova. Obama e Hollande têm sido incapazes de fazer isso”.

Ele voltou a negar qualquer participação nos ataques químicos e disse ser ilógica a acusação de uso de armas químicas. “Suponha que os nossos militares quisessem usar armas de destruição em massa: é possível fazê-lo em uma área onde eles próprios foram feridos por elas? Onde está a lógica?”.

E criticou o governo francês por seu apoio aos rebeldes. “Qualquer um que contribua para o reforço financeiro ou militar dos terroristas é inimigo do povo sírio. Se as políticas do Estado francês são hostis ao povo sírio, o Estado será inimigo”, afirmou. “Haverá repercussões, negativas é claro, sobre os interesses franceses.”

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Aécio e Campos. Possíveis aliados.

O senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, se juntou na noite de ontem com o presidente do PSB, Eduardo Campos em Recife. Os dois se reuniram para discutir possíveis soluções para o Brasil, principalmente a partir do ano que vêm, 2014.

Pouco antes de encontrar, ontem à noite, o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB, o senador e presidente do PSDB Aécio Neves (MG) acenou com uma ação conjunta “por um Brasil mais solidário, mais justo e que cresça em uma velocidade maior”. Via essa aproximação como “um novo ciclo” para o País. Os dois são tidos como prováveis candidatos de seus partidos à Presidência, em 2014.

“Eu nunca escondi que gostaria muito de, um dia, estar construindo uma nova agenda, um novo ciclo para o Brasil – de eficiência na gestão pública, de ética, de transparência e de resultados – ao lado do governador Eduardo Campos. Ele hoje está em um campo político diferente do meu, isso tem que ser respeitado, mas não escondo que, se isso for possível, eu acho que quem ganha é o Brasil”, disse Aécio a jornalistas, pouco antes de se reunir com Campos, na casa do governador. Aécio negou, porém, que tenha selado um pacto de “boa convivência” entre os dois – apenas admitiu que há “um respeito recíproco”.

O senador tucano evitou se indispor com o anfitrião ao responder a uma pergunta sobre a frase de Campos sobre o apagão que ontem afetou o Nordeste. O governador havia dito horas antes, em entrevista, que o setor energético era pior no governo Fernando Henrique Cardoso do que nas gestões PT.

Almoço. Horas antes, em São Paulo, Aécio almoçou com 18 dos 22 deputados estaduais paulistas do partido, em São Paulo, para fazer um gesto de reaproximação com o ex-governador José Serra (SP). Embora tenha apoio de quase toda a cúpula tucana para ser o candidato da sigla ao Planalto, Aécio evitou transformar o encontro em demonstração de força, apesar do apoio declarado da maioria da bancada. “Eu e o Serra temos mais convergências do que divergências. Ele tem um papel vital no encerramento do ciclo do PT (no governo federal).

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Senador e Presidente do PSDB Aécio Neves concede Entrevista coletiva

O atual presidente do PSDB, o senador Aécio Neves concedeu hoje uma entrevista coletiva a respeito dos seguintes assuntos: encontro com bancada estadual do PSDB-SP, eleições 2014, governador Eduardo Campos, crise no Itamaraty, deputado Donadon e médicos cubanos.

Sobre a reunião.

Venho aqui como presidente nacional do PSDB, acompanhado do presidente estadual do PSDB, deputado Duarte Nogueira, para um encontro com a bancada estadual do partido. Tenho feito isso em várias outras regiões do país, em vários estados. O PSDB passa por um momento de reestruturação. Isso tem acontecido em São Paulo de forma muito vigorosa, com a condução do deputado Duarte, e no Brasil também.

Tenho dito que a prioridade do PSDB hoje não é tratar de alianças nem tampouco da eleição em si, mas sim da reconexão do partido com a sociedade, com os vários segmentos da sociedade. Muitos deles já estiveram muitos próximos de nós e já não estão tanto e esta é a realidade. Então, temos feito um esforço conjunto, o PSDB Nacional, com o PSDB de São Paulo, de fortalecer os nossos movimentos jovens, o nosso movimento de mulheres, o nosso movimento sindical, o Tucanafro que é um movimento de inclusão que existe no partido, o movimento da sustentabilidade.

Digo sempre, qualquer projeto do PSDB passa fundamentalmente e preferencialmente por São Paulo. A minha responsabilidade enquanto presidente do partido, e é nesta condição que estou aqui, é discutir com os companheiros de São Paulo estratégias, ouvir deles sugestões para um projeto que o PSDB está estruturando. Digo sempre que o PSDB não tem a opção de apresentar um projeto ao país, o PSDB tem a obrigação e a responsabilidade como maior partido de oposição no Brasil, apresentar um projeto alternativo a este que está aí. Por isso, marcamos encontros regionais em todo o país, grandes encontros regionais mobilizando todas as bases do PSDB.

São Paulo deverá ter, por parte da direção nacional, uma atenção especialíssima. Aqui é o berço do PSDB. Aqui estão uma das principais figuras que transformaram o PSDB no importante partido que é hoje, a começar pelo presidente Fernando Henrique. Pelo ex-governador José Serra, pelo governado Geraldo Alckmin, para dizer apenas os que estão aqui presentes, mas sem deixar de lembrar Montoro, Mário Covas, enfim, aqui é o berço do PSDB. E, exatamente a unidade do PSDB que nos levará a ter uma possibilidade concreta de encerrar esse ciclo do PT que, a meu ver, tanto mal vem fazendo ao país, para iniciarmos um novo ciclo de eficiência da gestão pública, de transparência no manuseio dos recursos públicos, e de ousadia, ousadia para fazer aquilo que o governo do PT não fez até agora.

Sobre permanência do ex-governador Serra no PSDB.

Venho a São Paulo quase toda semana e, obviamente, venho aqui hoje a convite do deputado Duarte, da bancada estadual do partido e, no que depender de mim, todo meu esforço, toda minha movimentação é no sentido de fortalecer a unidade do partido. O PSDB não pode prescindir de nenhum dos seus membros, e acredito que todos têm contribuição enorme a dar. Tenho feito esforço como presidente do partido, a partir de uma delegação que recebi de uma grande maioria do partido, de dar ao partido essa nova possibilidade de viver esse novo momento. E repito, todos os meus gestos serão no sentido de garantir a unidade do partido. Espero que estejamos todos juntos porque o nosso adversário, o adversário do PSDB não está dentro do PSDB. Nossos adversários estão fora. Nossos adversários são aqueles que se empossaram do Estado brasileiro, que aparelharam a máquina pública e que têm feito o Brasil entrar no final da fila dos países que recebem investimentos. Portanto, a minha preocupação com o futuro do Brasil é muito grande. Acho que essa nossa preocupação será mais convergente, nos aproximará muito mais do que qualquer eventual diferença que possamos ter.

Sobre jantar com o governador Eduardo Campos, em Recife.

 Converso com o governador Eduardo Campos constantemente. Temos tido a oportunidade de, ao longo dos últimos tempos, fazermos avaliações do quadro nacional. Tenho uma relação pessoal com Eduardo de mais de 20 anos. Temos convergências em determinadas questões e divergências em outras, mas acho que essa é uma marca da nossa geração: o diálogo. Temos que estar conversando, independente dele amanhã ser ou não candidato. Acho que é muito legítimo e natural que ele seja candidato. Estarei para outras visitas no Nordeste, tenho um encontro com o senador Cássio Cunha em Campina Grande. Vou fazer essa visita retribuindo uma visita que ele me fez em casa, em Brasília. Vamos sim discutir cenários e a arte da política está em cada um reconhecer as circunstâncias do outro, até onde o outro pode ir. Tenho certeza que Eduardo, eu, tantas outras lideranças do PSDB e do PSB, que já são aliadas em vários estados, inclusive aqui em São Paulo, inclusive em Minas Gerais, em um determinado momento, pelo menos é essa a minha vontade, possamos estar discutindo juntos projetos comuns para o Brasil. Vejo muita identidade entre o que penso e o que pensa o governador de Pernambuco.

Um governo tucano teria uma postura diferente em relação ao que aconteceu com a vinda do senador boliviano para o Brasil?

Sem dúvida alguma. O governo brasileiro não assistiria passivamente um cidadão que recebeu asilo político do Brasil ficar confinado por 455 dias num cubículo dentro de uma sede da embaixada brasileira. Isso é desumano. Faltou ali uma ação objetiva, corajosa, firme e clara do governo brasileiro junto ao governo boliviano. É incompreensível a passividade do governo brasileiro na relação com alguns países onde há ali um alinhamento ideológico. Em especial com a Bolívia.

Não houve crítica maior, ou nenhuma postura dura do governo, quando o avião do ministro da Defesa foi revistado por cães farejadores quando estava em solo boliviano ou quando houve ocupação, por forças militares, das refinarias da Petrobras, em solo boliviano. A passividade foi muito grande. Talvez isso tenha permitido ao governo Evo Morales tratar esta questão do asilo diferente do que estabelece o Tratado de Caracas e o que orienta as relações internacionais. O asilo político, e isso está no Tratado de Caracas, pressupõe o salvo-conduto. Mesmo a Bolívia não sendo signatária, quando não há sua assinatura deve seguir as normas internacionais que recomendam o salvo-conduto. Isso não foi dado.

Quero dizer que a postura do diplomata Saboia deve ser elogiada e reconhecida como gesto humanitário. Como no passado já ocorreu no próprio Itamaraty, quando, por exemplo, o embaixador Souza Dantas, contrariamente a orientação do Itamaraty e do governo brasileiro, permitiu que fugitivos do regime nazistas viessem para o Brasil e suas vidas fossem salvas. Essa é a nossa posição. Não que estimulemos o não cumprimento, o não respeito à hierarquia, mas teríamos tido, de Estado para Estado, uma relação muito mais clara e firme do governo brasileiro para que não houvesse o que aconteceu, absoluta omissão do Brasil, e desprezo, a meu ver, à integridade física e a dignidade humana do senador boliviano.

Sobre a decisão da Câmara dos Deputados no caso Donadon.

Uma decisão que não honra o Congresso Nacional. Não faço juízo de valor em relação ao processo, nem conheço o conteúdo do processo em relação ao deputado, mas, se ele foi condenado pela última instância da justiça brasileira, pelo Supremo Tribunal Federal, ele não pode conviver no Parlamento brasileiro. Isso mostra a necessidade clara de termos para esse tipo de votação o voto aberto do plenário. Infelizmente uma decisão que não honra as melhores tradições do Congresso brasileiro e, cada vez mais, distancia o Parlamento do sentimento da sociedade. Uma decisão extremamente infeliz.

Como o sr. avalia a chegada dos médicos cubanos no Brasil?

Venho agora há pouco da sabatina do novo procurador-geral, dr. Janot e fiz a ele essa indagação. Porque o artigo 5º da Constituição, até para ouvir dele a sua visão, que para mim não ficou muito clara, prevê que não pode haver diferenciação de tratamento de brasileiros em relação a estrangeiros que venham a residir no Brasil. E também o artigo 7º, em seu inciso 30º, diz que não pode haver qualquer discriminação no tratamento desses estrangeiros aqui. A indagação que faço é essa. No momento em que, do ponto de vista salarial, eles terão remuneração bem menor que outros representantes de outros países que exercerão a mesma função, a partir do ponto de vista que eles não podem, por exemplo, trazer para o Brasil as suas famílias, o que já é uma discriminação, se isso não afronta a Constituição. Não tenho qualquer reparo a fazer à origem dos médicos. Seria uma iniciativa importante por parte do governo brasileiro garantir que eles recebam a mesma remuneração que vai receber o médico português, espanhol, venezuelano, que vai estar sentado ali na mesma sala que ele, ou na sala ao lado. Temo que essa discriminação possa afrontar a Constituição.

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Dilma inaugura projeto de Aécio Neves em Belo Horizonte


Em mais uma visita ao estado, a presidente participa da inauguração de um projeto criado por Aécio Neves

Nessa terça-feira(27), Dilma Rousseff voltou a Minas Gerais, dessa vez na capital, para “entregar” aos mineiros um projeto de autoria do senador Aécio Neves. O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) faz parte Circuito Cultural Praça da Liberdade, idealizado por Aécio quando ainda era governador do estado, em seu primeiro mandato.  O Circuito possui hoje nove espaços culturais, sendo a  maioria museus.

Gafe – Dilma também esteve em uma cerimônia de formatura de alunos do Pronatec, onde cometeu uma gafe. A petista, que nasceu em Minas e se considera mineira, apesar de ter vivido a maior parte da vida no Rio Grande do Sul, chamou o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, de “prefeito de Porto Alegre”

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Evo Morales pede que senador seja “devolvido” à Bolívia

No primeiro pronunciamento sobre a fuga do senador boliviano Roger Pinto Molina para o Brasil, o presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu nesta quarta-feira (28/08) ao governo brasileiro uma resposta oficial sobre o caso. Além disso, afirmou que, no quadro dos compromissos bilaterais para combater a corrupção, o Brasil deveria “devolver” o político boliviano, para que este responda à Justiça do país.

“O que compete ao Brasil é devolver Roger Molina para que se submeta à Justiça boliviana. Seria a melhor forma de contribuir para a luta contra a corrupção”, afirmou Morales durante coletiva de imprensa. O presidente também reiterou o mal que a fuga de Molina de La Paz para Brasília, realizada no último final de semana com colaboração do diplomata brasileiro Eduardo Saboia, causou ao seu governo.

O presidente disse ainda que “Roger Molina não é um perseguido político, é um delinquente que está nas mãos da Justiça boliviana” e lembrou que pesam sobre ele quatro ordens judiciais proibindo sua saída do país e uma condenação de um ano de prisão por um dos casos de corrupção em que é réu. Segundo Morales, “desde o momento em que abandonou a embaixada, já perdeu todo o direito de asilo”.

Agência Efe

O presidente da Bolívia, Evo Morales, diz que Molina deve ser julgado “como qualquer autoridade que está envolvida em corrupção”

“É importante devolver Roger Molina à Justiça boliviana para que ele seja julgado como qualquer autoridade que está envolvida em casos de corrupção”, disse o chefe de Estado boliviano. “O Brasil deve explicar a razão desta operação e estamos esperando [uma resposta] para a nota oficial diplomática enviada pela Chancelaria boliviana”, acrescentou. De acordo com Morales, se um caso como este ocorresse com ele, mandaria para a fronteira um acusado de corrupção como o senador.

Para ele, os últimos acontecimentos do caso podem ser atribuídos a interesses políticos que busquem prejudicar as relações entre Brasil e Bolívia. “Não é possível que existam grupos ou autoridades protetoras de corruptas… Alguns políticos do Brasil protegem corruptos bolivianos”, criticou Morales.

Molina deixou La Paz, onde estava asilado na embaixada brasileira havia 15 meses, com ajuda de Saboia, encarregado de negócios na embaixada, e do presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço, com o argumento de que sua vida se encontrava em risco.

Para Morales, entretanto, “o único momento em que a vida de Roger Molina esteve em perigo foi o momento em que se trasladou ao Brasil”. A presidente Dilma Rousseff criticou duramente a operação, dizendo que “um Estado democrático e civilizado, a primeira coisa que faz é proteger a vida e garantir a segurança dos seus asilados”.

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Qual seria o embasamento legal de uma ofensiva na Síria?

Exército israelense posicionado na região de Golã, perto da fronteira com a Síria | Foto: AFPPossibilidade de ofensiva noa Síria elevou a tensão na região

A Grã-Bretanha apresentou nesta quarta-feira aos demais membros do Conselho de Segurança da ONU uma proposta de resolução que autoriza “todas as medidas necessárias para proteger civis” na Síria, depois que o governo do país foi acusado de usar armas químicas seus próprios cidadãos.

A aprovação de tal resolução depende do respaldo dos cinco membros permanentes do conselho (além do Reino Unido, França, Estados Unidos, Rússia e China), mas o governo russo diz que a ONU deve terminar sua investigação sobre o uso de armas químicas no país antes que o documento possa ser debatido.

A Síria acusa países do Ocidente de estar “inventando cenários falsos e e álibis fictícios” para lançar uma ofensiva militar no país, como afirmou o primeiro-ministro, Wael al-Halqi, na TV estatal do país.

A possibilidade de uma ofensiva coloca em debate os mecanismos na lei internacionais que prevêem tal tipo de medida.

A própria expressão ‘lei internacional’ evoca uma ideia de regras globais de comum acordo entre nações, facilmente entendidas e aplicadas por elas.

Infelizmente, a realidade está longe disso. Na prática, é difícil – ou impossível – usar jurisprudência internacional em intervenções militares. Não há cortes internacionais para dar o aval a intervenções.

Entretanto, está em desenvolvimento uma estrutura legal para validar intervenções militares por razões humanitárias – a ‘Responsabilidade em Proteger’, ou R2P, idealizada após as tragédias em Kosovo e Ruanda nos anos 1990.

O conceito já é disseminado, mas não possui aceitação universal, e tem três diretrizes principais:

  • As nações devem proteger seus próprios cidadãos de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade, enquanto, simultaneamente, a comunidade internacional tem a obrigação de ajudar os estados a prevenir esses tipos de crime;
  • Onde haja forte evidência de que esses crimes estejam acontecendo e o estado não possa ou não queira combatê-los, a comunidade internacional deverá utilizar todas as medidas pacíficas necessárias buscando acabar com as atrocidades;
  • Se todas as medidas anteriores forem tomadas e falharem, a comunidade internacional pode utilizar força militar.

Armas químicas

Carro que transporta equipe da ONU que investiga uso de armas químicas na Síria | Foto: AFP

Um dos principais fatores para que o discurso da intervenção internacional na Síria ganhasse força foi motivado pelos ataques contra a população civil na semana passada – possivelmente causados por armas químicas. A ONU mantém uma equipe no país para investigar o caso.

Com o objetivo de atingir a máxima legitimidade, a intervenção militar deve ser autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU. O Conselho possui um papel único como o árbitro principal da lei internacional.

Entretanto, como no caso da Síria, a falta de consenso entre os membros permanentes (com direito a veto) do Conselho pode dificultar o lançamento de uma ofensiva.

Coalizão

Em situações assim, a R2P ofereceria embasamento legal para uma ação externa – seja por uma coalizão regional ou uma ‘coalizão dos (países) dispostos’ a agir.

Mas tal embasamento também teria certas salvaguardas:

  • A necessidade de uma prova convincente de que esteja acontecendo uma atrocidade;
  • O fracasso prévio de medidas pacíficas (não militares), tais como o uso da diplomacia e de medidas de sanções comerciais;
  • O uso de força militar com o mandato específico de apenas combater as atrocidades e proteger a população civil.

Dessa forma, se todos os critérios forem alcançados, o uso de força militar poderia ser considerado legal pelas regras da lei internacional dentro dos parâmetros R2P. Mas tal intervenção teria um mandato limitado.

Acima de tudo, ações militares nestas circunstâncias são muito mais decisões de governo do que de juristas ou especialistas em leis internacionais.

E serão eles (juristas e demais especialistas) que terão a tarefa de fazer com que a intervenção militar seja lançada dentro dos parâmetros legais.

No caso da Síria, eles devem argumentar que realmente existe uma atrocidade acontecendo, que todas as tentativas pacíficas foram tentadas e que as ações militares poderiam alcançar dois principais objetivos: o fim das atrocidades e a proteção da população civil.

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Tribunal de Justiça de Minas desmascara, por unanimidade, mais uma armação do PT contra Aécio Neves

Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por unanimidade, anulou ontem o processo movido contra o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) por uma promotora de Justiça que questionava os critérios de investimento do estado em saúde, antes da regulamentação da emenda 29.

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A ação judicial questionava se os 4 bilhões investidos em saneamento pela empresa pública do estado poderiam ser considerados gasto em saúde.

Adversários do senador mineiro e uma extensa guerrilha digital do PTacusavam-no de “desvio de dinheiro público” — como se o ex-governador tivesse desviado, para si, dos cofres públicos. O senador considerou, na ocasião, que o processo tinha “claro viés político”.

A guerrilha digital orquestrada pelo PT e grupos radicais de esquerda tinha o claro objetivo de atacar e denegrir a imagem do possível candidato do PSDB à Presidência em 2014. Até jornalistas mais críticos ao PSDB mostraram que se tratava de mais uma mentira do PT, como mostra esse link.

Na decisão, os desembargadores – os mesmos que julgaram o recurso  técnico anterior –  questionaram as motivações da promotora que não tinha competência legal para mover a ação e registraram que, na mesma época, diversos outros estados seguiram o mesmo procedimento.

Leia Mais: Ricardo Setti

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FORÇAS ARMADAS: Depoimentos dramáticos de militares mostram as razões de frustração com a carreira

Quartel-General do Exército, em Brasília (Foto: Arquivo do Exército)

Quartel-General do Exército, em Brasília (Foto: Arquivo do Exército)

Teve grande repercussão Post do Leitor com texto do coronel reformado do Exército Marco Antonio Esteves Balbi apontando as possíveis razões pelas quais centenas de oficiais pedem demissão das Forças Armadas anualmente: em três dias, mais de 40 mil acessos — e as visitas ao post continuam.

O post provocou também muitos comentários de militares ou ex-militares das três Armas e de diferentes graduações, explicitando, na maior parte, as razões de seu desencanto com a carreira militar.

Acho que o blog presta um serviço aos responsáveis ao registrar aqui algumas das opiniões, não raro dramáticas ou muito críticas, desses integrantes ou ex-integrantes das Forças Armadas. Opiniões como essas deveriam, no mínimo, provocar reflexões do Ministério da Defesa, dos comandantes militares e do governo.

Não identifiquei os autores por razões óbvias.

Confiram:

De um engenheiro militar

“Sou engenheiro militar, formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME).

Atualmente, mais de 50% da minha turma já saiu do Exército, e outros tantos estudam para concurso público. O salário, abaixo das expectativas e muito aquém daqueles percebidos por peritos da Polícia Federal, engenheiros do Senado, fiscais do dos tribunais de contas municipais, do Tribunal de Contas da União, fiscais de impostos etc, faz com que o engenheiro militar (que é um camarada inteligente) pense em sair.

Aliado a isso estão a falta de recursos para pesquisa e desenvolvimento, o sucateamento dos materiais, a burocracia exagerada (engessamento pela Lei nº 8.666, de 1993), a falta de visão de futuro por parte do alto escalão (falta de uma política de continuidade das pesquisas e do orçamento) e a estruturação da carreira.

Inconcebível [para as Forças Armadas] achar que vão conseguir permanecer com engenheiros de alto nível (formados pelo IME ou pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica, ITA) pagando 5.500 reais (líquidos) por mês, com dedicação exclusiva (sem poder trabalhar em outra coisa), sem horários (regime integral), tirando serviço de 32 horas (24h + 8h de expediente), fazendo mudança com sua família a cada 3 anos, sem incentivo para fazer um mestrado ou doutorado (mestrado bruto sobre salario – 8% e doutorado – 5%).

Nem ao menos os direitos trabalhistas concebidos pela CLT nos são aplicados (FGTS, hora extra, etc…).

Vivemos no século XXI — mas com condições de trabalho, rituais e mentalidade praticados no século XIX. A única coisa que evoluiu foi o desprestígio”.

 

O desfile militar de 7 de setembro do ano passado, em Brasília: integrantes das três Forças Armadas têm muitas queixas e críticas (Foto: Agência Brasil)

Do militar que não identifica Arma e posto Eder

“Acredito que vai melhorar!! É notável a desvalorização social e a inferioridade salarial dos militares em relação ao funcionalismo público federal, do qual fazemos parte.

É duro saber tal realidade e conviver com ela.

Tiraram quase tudo de nós: licença-prêmio, posto acima após ida para reserva remunerada, etc etc…

Mas vai melhorar”.

 

Do ex-capitão do Exército Kleber

“Passei em concurso para auditor fiscal do trabalho em 2007 e deixei o Exército no posto de capitão. Meu subsídio atualmente é de 20 mil, bem superior ao de major, posto que estaria ocupando atualmente.

Deixei o Exército pensando em ganhar mais, mas depois percebi que deveria ter saído antes, mesmo que para ganhar menos”.

“Passei quase 10 anos da minha vida dentro das Forças Armadas, na maior parte do tempo, sob o julgo de pessoas despreparadas, autoritárias e sem muito comprometimento.

 

Do sargento da Marinha S. M.

“Não somos valorizados, somos menosprezados e desprezados, mas quando a polícia não dá conta…. ‘Chamem os militares’.

Quando há tragédias…

‘Chamem os militares’.

Epidemia de dengue e outras mais… ‘Chamem os militares’.

E por aí vai!”

 

Do ex-marinheiro e ex-praça do Exército Leonardo

“Depois de 3 anos ‘descascando batata no porão’ na Marinha e 5 anos e meio como’soldadinho de chumbo’ no Exército, saí para a Polícia Rodoviária Federal e pude perceber quão inútil eu era para a Nação brasileira.

Inútil não por vontade própria, mas o sistema faz todos serem inúteis. Fora a disciplina e a preparação física, nada mais se aproveita na rotina do militar. As praças trabalham para satisfazer o ego do oficialato, que na maioria das vezes, utiliza-se de regulamentos desatualizados e inconstitucionais para valer sua tirania.

Enfim, depois de 5 anos olho ora trás e vejo que, se houvesse vontade, muita coisa boa poderia ser feito para resgatar o orgulho militar, mas o que vejo é apenas que o sistema continua burro e opressor”.

 

Exercícios da Academia Militar das Agulhas Negras, AMAN (Foto: Arquivo do Exército)

Exercícios da Academia Militar das Agulhas Negras, AMAN (Foto: Arquivo do Exército)

 

Do ex-suboficial da Força Aérea Brasileira Jorge 

“Deixei a FAB com 23 anos de serviço – já era suboficial – e para ganhar um pouco menos no início, mas hoje ganho quase 5 vezes mais como servidor público civil.

Não saí só por causa de salário, mas por não ver nenhuma perspectiva de futuro, a não ser marchar, marchar e marchar para um monte de inúteis ficarem olhando.

Estava me sentindo como se fosse invisível, ninguém dá valor. Não me arrependi nem um pouco, e hoje tenho certeza de que não morrerei frustrado, e tudo porque parti para uma vida diferente e muito melhor.

Também não desprezo a Força, que me deu muitas alegrias no início da carreira, deixei muitos amigos lá, mas tudo tem seu tempo.

Hoje meus filhos estão bem encaminhados, a ainda bem que não escolheram seguir esse caminho”.

 

 Do ex-soldado do Exército Helton

“Servi como soldado em 2002 no 31º Batalhão de Infantaria Motorizada (31 BIMTz) , sediado em Campina Grande (PB), fiz concurso para a Escola de Sargento de Armas (ESA) e infelizmente não passei, mas continuo a tentar: as Forças Armadas dão estabilidade.

Sei que há muito o que melhorar e que estão perdendo muita gente inteligente , mas ainda é uma das melhores carreiras”.

 

Do militar que não identifica Arma e posto Eustáquio

“Não passamos 24 horas por dia à disposição de organizações militares; passamos a vida toda à disposição da Nação”.

 

Do militar do Exército Lamarca

“O Exército infelizmente está no gelo, vejo isso pelas escalas de serviço que são penosas e sugadas!

O recruta, o soldado antigo, o cabo, seja cabo da guarda ou motorista, as missões que nos dão e tudo isso nos impede de termos uma vida familiar nos fins de semana (…).

Tudo isso ocorre por que temos poucos homens e, com poucos homens, não tem quem colocar nas escalas de serviço para ficarem largas e assim termos folgas (…).

Se o Exercito não tem gente para fazer seus próprios serviços, imagine pra uma guerra?! Quem nos salvará?”

 

Do sargento do Exército O. J. 

“Sou sargento do Exército e estou aguardando minha nomeação para dar baixa; não é só o salário baixo, são também a mentalidade atrasada, as constantes movimentações, as falcatruas nas licitações.

Uma coisa irracional é um sargento com mais de dez anos de serviço, experiência na Amazônia, que já serviu em mais de seis Estados da federação ser subordinado a um oficial temporário, sempre ‘filhinho de papai’, que não tem conhecimento profissional, apenas é peixe de ‘alguém’ que conseguiu colocá-lo num CPOR [Centro de Preparação de Oficiais da Reserva] da vida.

É humilhante ter como superior um cara que você tem que dizer a ele o que tem que ser feito e se você não o faz sempre aparece alguém para te cobrar.

É obrigação do sargento de carreira orientar o oficial temporário para que ele não cometa erros. Só no Exército isso ocorre: o subordinado ter que ensinar ao superior a trabalhar, mesmo ganhando metade do salário. O Exército inverte a lógica, o que é simplesmente imoral”.

 

 

Instalações do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos (SP) (Foto: defesanet.com.br)

Do ex-oficial engenheiro da FAB Leonardo

“Eu fui oficial engenheiro da FAB por 5 anos, trabalhava com manutenção de aeronaves e dificilmente via faltar dinheiro para os reparos necessários.

No entanto, o que vi bastante (e isso foi um dos motivos principais para minha saída) foi desorganização estrutural, ineficiência administrativa, falta de competência em gestão dos oficiais superiores e dos oficiais generais, aliadas a uma boa dose de excesso de ego, que os fazia tomar todo tipo de decisões arbitrárias, sem precisar dar satisfação sobre o dinheiro público gasto de maneira ineficaz.

É certo que existe um grande problema macro, porém creio também que as FFAA já tinham que ter começado a rever seus problemas internos antes de saírem jogando toda a culpa na ‘falta de apoio’ do governo”.

 

Do militar do Exército Mário

“Sou militar da ativa logo passarei para a reserva, se Deus permitir. Vibro muito em ser militar do EXÉRCITO, mas hoje vejo que perdi muito tempo tendo esperança de que um dia a minha carreira iria melhorar.

O resultado é que me arrependo muito de ter ficado no Exército, com uma carreira muito frustante e miserável. Olhando para tropas de outros países, são vergonhosos os nossos equipamentos, muito ultrapassados.

Do jeito que se segue é melhor fechar as portas”.

 

Do militar do Exército Bernardino

“Os praças sim, especialmente os sargentos do quadro especial (Sgt QE), cabos e soldados, vivem em extrema dificuldade financeira.

Além do salário ser o menor de todos, não têm nem uma ajuda adicional, como por exemplo uma transferência de sede a cada dois ou três anos, que na minha opinião deveria ocorrer, e outras coisas mais, pois é essa turma que realmente carrega a base da Força nas costas, como por exemplo; motoristas de carreta de tanques, motoristas de viaturas de todos os tipos, mecânicos, eletricistas, cozinheiro, pedreiros, pintores e ocupantes de outras funções, além do o próprio combatente de fogo”.

 

Do sargento da FAB Alexandre

“Sou graduado (sargento especialista) da FAB e posso assegurar que o número de baixas entre os sargentos é muito maior que a dos oficiais, por ganharem menos ainda, terem uma escala de serviço apertada e uma pouca valorização no seu plano de carreira em relação aos oficiais e mesmo aos taifeiros, que são equiparados aos sargentos, sem nenhum concurso”.

 

De um sargento do Exército

“Estou na ativa e tenho a plena convicção de que as Forças Armadas estão totalmente falidas. Nós, praças, sargentos e familiares a cada dia somos mais humilhados , desvalorizados e nos sentimos envergonhados de vestir essa ilusão que se chama Forças Desarmadas.

O que ainda deixa essa farsa de pé é o inconstitucional Regulamento Disciplinar que subjuga e rebaixa profissionais (pais de família) a situações desumanas”.

 

Do ex-militar da Marinha “Feliz da Vida”

“Saí da Marinha em 2006, na época para ganhar metade do que ganhava na Força.

Não me arrependi em nenhum momento.

Militar não tem gestão de recursos humanos, não sabe o significado de capital humano. Lá existe a Divisão de Pessoal.

Saí como segundo-tenente intendente, 2 anos depois passei em um bom concurso e hoje ganho quase o dobro dos capitães da minha turma.

Posso pagar colégio pro meu filho e vê-lo crescer…

Jovem oficial saia das Forças Armadas e vá ser feliz!”

 

A sede do Instituto Militar de Engenharia, subordinado ao Exército, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro (Foto: IME)

Da militar que não identifica Arma ou posto Maria

“A falta de materiais e seus desgastes tanto nos campos, armas e aviões/carros são conhecidos por toda família militar. Conviver com tais precariedades faz questionar que tipo de proteção podemos dar ao país!

O salário baixo pesa, o fim de semana trabalhando em prol da pátria agride, a falta de estrutura coloca em risco a própria vida, o sonho de um dia ter participado das Forças Armadas e ter orgulho em vestir a farda está acabando com uma juventude que QUERIA PROTEGER O PAÍS, queria… pq não se tem condições com o que é oferecido pelos governantes…

Os militares estão tão desprotegidos quanto o restante do povo…. a única diferença é q estão fardados!”

 

2ª Brigada de Infantaria de Selva (Foto: S Ten Brandi)

Soldados da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em São Gabriel da Cachoeira (AM) (Foto: S Ten Brandi)

 

 Do militar que não identifica Arma ou posto Flavio

“Não podemos colocar a culpa somente no governo, nós (das Forças Armadas) sabemos que nossos superiores não estão preocupados com a atual situação dos milicos, principalmente dos praças”.

 

Do militar que não identifica Arma ou posto Morfeu

“A situação atual dos oficiais não é nem de longe a situação lamentável e deprimente em que vivem os praças e seus familiares.

A vaidade, incompetência, falta de coragem e o egoísmo dos oficiais superiores, aliados à falta de perspectiva na carreira, são fatores que inicialmente podem explicar essa vergonhosa situação”.

 

Do 3º sargento do Exército Vitor

“A situação tem se agravado e não há expectativa para mudanças positivas. Hoje, o 3º Sargento no Exército Brasileiro é considerado peça de luxo, pois a procura pelo concurso (ESA) para ingresso tem diminuído a cada ano e os que estão dentro lutam incessantemente para sair. O objetivo é aprovação num concurso que até ofereça menor salário que as Forças Armadas, em algumas situações, mas que dê, na maioria das vezes, melhores expectativas que a carreira militar. As Forças Armadas são uma fortaleza em decadência no Brasil” (Vitor)

 

 

Papel importante na selva brasileira (Foto: Arquivo do Exército)

As Forças Armadas desempenham, como se sabe, papel importante nas vastas regiões de selva do país (Foto: Arquivo do Exército)

 Do militar que não identifica Arma ou posto Navy Seal

“Os próprios líderes – generais, brigadeiros e almirantes — parecem não estar preocupados com a motivação da tropa… isto sem contar que os mais antigos vão para a reserva e voltam contratados para fazer muito pouco, prejudicando a renovação das lideranças dentro das Forças Armadas”.

 

De um capitão engenheiro militar do Exército

“Sou filho e irmão de oficiais militares do Exército, atualmente capitão engenheiro militar, com quase 17 anos de serviço, bacharel em Ciências Militares formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e engenheiro formado Instituto Militar de Engenharia (IME).

Falo 2 idiomas – inglês e alemão –, tenho 3 pós-graduações concluídas e estou finalizando uma terceira graduação em Engenharia Civil ano que vem.

Estou me despedindo em breve do Exército para investir na carreira empresarial (…) Vou correr atrás de meus sonhos e realizações profissionais.

Não cuspo na prato em que comi, agradeço muito ao Exército por tudo que tenho e aprendi nesses anos, mas o que o Exército tem a me oferecer nos meus próximos anos de serviço em termos de carreira, financeiros e profissionais não me interessam”.

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